sábado, 22 de novembro de 2008

mamãe eu quero entender as plantas

Criações de Vilson Frederico Bloedow
Presados amigos; Gostaria de contar um pouquinho de minha vida, antes de falar sobre o trabalho que comecei e quero dar prosseguimento. Nasci de família pobre, que sobreviviam de agricultura, desde muito pequeno precisei trabalhar para ajudar no sustento da casa. Sou o segundo da família de oito irmãos, o pouco que aprendi foi em um colégio que tinha lá em Morretes, que na época pertencia a Canoas hoje Nova Santa Rita, estudei até a quarta serie do antigo curso primário, hoje chamado ensino fundamental. Com dez anos meu pai achou melhor que eu fosse trabalhar com ele na lavoura que era mais importante que estudar, dizia que para trabalhar na roça já tinha aprendido o suficiente. Plantava-mos um pouco de cada coisa, quase tudo era para o consumo da família, pouco sobrava para vender, meu pai para poder sustentar a família precisava trabalhar em outras frentes de trabalho, e lá estava eu ao lado dele, para ajudar no que fosse preciso. Para ter um dinheirinho para ir a algum lugar, precisava ser muito bem comportado, só quem controlava o dinheiro era meu pai, quando ia comprar alguma coisa era contadinho, não podia faltar nenhum centavo do troco. Depois de um pouco mais crescido quando queria ir a alguma festa, precisava trabalhar fora para poder ter dinheiro, pois já não sobrava nada, o pouco que conseguia tinha que ser economizado para durar o Maximo possível. Com vinte e um anos resolvi que queria casar; Então meu pai falou; -Quer casar, então trata de arrumar um emprego, aqui na propriedade não da pra viver mais uma família, Como eu só conhecia as leis que ele ditava achei que era o certo, e fui procurar um emprego. Primeiro tentei em uma fabrica de cimento, mas logo vi que não teria um bom futuro, não havia ali chances de progredir, e de aprender uma profissão em um curto prazo, e tomei outra direção, fui trabalhar na metalurgia, onde trabalhei em várias funções, soldador, serralheiro, caldeireiro, etc... No ano de 2003 com problemas na coluna, não consegui mais trabalhar, e passei a viver do beneficio que a previdência me paga, que é um direito que tenho. Foi então que resolvi por em prática aquilo que eu já gostava de fazer, no tempo em que ainda podia trabalhar que ainda é um sonho para mim. Escrever um livro; As histórias eu já escrevi, só preciso publicá-las, e para isto preciso que alguém as veja e se interesse por elas, e me ajude a realizar meu sonho. Já tenho quatro historias escrita, a primeira é; MAMA DIVA, a segunda é; ERA PRA SER SÓ UMA PESCARIA, a terceira é; PARECE! SERÁ QUE É? E a quarta é; ZELINHO NO CAMINHO, São histórias bem interessantes onde à fatalidade e a coincidência faz com que, fatos comuns se tornem espetacular.


mamãe eu quero entender as plantas


Hoje 22/11/2008, é sabado.Estou comessando uma nova historia, espero que gostem!Em um vilarejo nos arredores de um cidade da harea metropolitana de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul br. vivia um garotinho junto com sua mãe, que ja era viuva a alguns anos.Ludo era como chamavam ele, não gastavam do nome verdadeiro que seu pai tinha lhe colocado, Ludogero, ninguém sabia de onde tinha tirado este nome, quando lhe perguntvam dizia que era o nome de um homem muito importante que ele conhecera quando era menino, mas nuca falou por que era importante.Ludo vivia com sua mãe, em uma casa pequena, mas bem arrumada, dona Landa, como a chamavam era muito cuidadosa, mantinha tudo sempre muito limpinho, tinha um jardim com muitas folhagens e flores de várias especies, e Ludo estava sempre lhe ajudadndo, ele tinha muito carinho pelas plantas, comversava com as plantas e dizia que as plantas gostavam de ouvir ele falar, sua mãe não dava muita importancia, pra ela o que importava era que ele fazia tudo sempre bem feito, e gostava de ajuda-la, estava sempre feliz

Ludo; Era como chamavam ele, pois ninguém gostava do nome que seu pai o registrara [Ludogero] ninguém merece, mas fazer o que, foi à vontade do pai dele, pra ele estava bom, quando o pai dele nasceu também ninguém perguntou se ele gostava do nome de Pedro. (Pedro Boeira Elesbão) então o filho Pedro colocou o nome de Ludogero Cortez Elesbão, e ninguém tinha nada a ver com isto, era o que ele sempre falava. Depois que o menino nasceu, Pedro ficou doente, e não mais conseguiu melhorar, teve um resfriado que virou pneumonia e ele acabou falecendo e não podendo ajudar a criar o filho que ele tanto quis.
.As veses ela tnha a impreção que as plantas o entendiam de verdade, tamanha era a convicção com que ele falava com elas.Um dia dona Landa perguntou; -Você acha mesmo que as plantas lhe entendem?-É claro mamãe, quando eu chego aqui elas ficam sorrindo pra mim!-Ora não fale bobagem menino, você conversar com as plantas tudo bem, mas dizer que elas sorriem pra você ja é outra coisa, prcisa parar com isto, senão as pessoas vão pensar que você é maluco, seu pai ja não batia muito bem.Só pra ter uma ideia, ele era um homem bom, mas dai a fazer que eu ascetace engravidar, e ter um filho dele, ele com mais de sessenta anos.Está certa que eu ainda era jovem, ainda sou jovem, casei-me com ele por que ele era muito legal, e os jovens aqui do bairo não me agradavam nem um pouco, tambem eu me achava feia demais para que alguém me quisesse.
Quando nos casamos, eu tinha 22 anos e ele 59, andava sempre bem vestido, bem limpinho, era sempre gentil comigo, e isto fez com que eu fosse criando um grande carinho por ele.
um dia frio e de muita chuva, eu precisei ir no centro da cidade e ele se ofereceu para me faser compania, eu asceitei, eu ia pegar o ônibus e ele disse;-Não, vamos de taxi, eu pago... Não pensei duas veses e asceitei.
-Foi então que pensei, porque eu estava esperando, porque não casava de uma vez com o Pedro, ele ja tinha me feito propostas e eu nunca disse que sim e nem não, tambem eu não tinha certeza, se queria ou não, na minha duvida ele sempre ficava esperansoso.
-E foi naquele dia que aconteceu, na volta ele me levou mpara casa dele, que é esta onde nós estamos até hoje.
-Alguns meses depois nos casamos, então ele me disse que queria ser pai era o sonho dele, ja tivera outras mulheres mas nenhuma quis lhe dar um filho.
-Ele ja tinha completado 60 anos quando fiquei gravida de você, todo mundo falava que eu era uma louca, que teria que cuidar de um filho só, que eu ia ver como seria difícil.Hoje estamos aqui, enão foi tão difícil assim, você ja está com 10 anos eu tenho o meu trabalho, você me ajuda e vivemos felizes, com nosso jardim, com nossas plantas.
-Mãe eu quero contar uma coisa pra senhora eu ja estou comessando a entender as plantas.
-O que! Entender as plantas? Que você fale com elas tudo bem, mas dai a entende-las, vai uma distancia muito grande, primeiro que plantas não falam nem sequer fazem gestos, como que você quer entende-las.
-Eu vou conseguir mãe, sei que vou, consigo até ja sentir o que elas sentem.
-Pare com esta bobagem menino, ja pensou se alguem escuta, vai dizer que você é maluco, e isto não e bom.
-Mas mãe, eu sei que posso estou, falando pra senhora.
-Vamos mudar de assunto, que isto ja esta me deixando tonta.
Os dias foram passando e menino foi crescendo, mas a cada dia que passava mais ele se dedicava as plantas, sempre dizendo que elas o entendiam, e que ele também comessava a entende-las, algumas coisas ja estavam bem claras para ele.
Em qualquer momento ele falava com as plantas, e dava a imprssão que realmente estava dialogando com elas.
Quase todas tinham seu nome próprio. As vezes ele chegava pérto de uma planta e perguntava;
-E então minha amiga como passou a noite, o vento e o frio não lhe encomodaram?...
-Ã sim você é uma planta ja esta acostumada, mas no inverno você sente o frio, não é verdade? (..;.;;.;;.;.) -Entendi, pois é, mas eu tenho como arrumar alguma coisa do seu tamanho para lhe cobrir! (.;,,;.,;,.;,;.;.,;,.;,) -Realmente é uma boa ideia, eu também acho, mas não é só você tem mais algumas companheiras suas que também estão precisando, mas estas coisa tem o tempo certo, você sabe qual é a época de podar as árvores? ( ;,;.;,.;.,;..;,;.~;.,;~) -Pois é minha mãe sempre fala que devemos podar as arvores no inverno, mas ai que vão sentir mais frio ainda. (,;.~,;.~,;.];.~]]~;.]~;,) A então é assim, quer dizer então que se vocês não tem folhas não sentem frio, eu pensei que as folhas fossem a sua proteção!
- (;;./;.//.;..~./.;./.;/;) -Entendi de algumas plantas sim e de outras não.
-Minha mãe não gosta que eu fique conversando com vocês, ela não acredita que a gente se entende, ela falou, que nem pensar as plantas pensam, imagina só, ta certo que eu custei um bocado até entender, seu jeito de se comunicar, mas agora é bem mais fácil, existem algumas aim que não são de se comunicar, eu penso que elas sam timidas(./;,..;;,;.,.~´/.;,/) -É mesmo então é por isto, você vio ela falar, quando foi? ( ,.;.~./´;.-./;./;) Ela falou pro jardineiro da vizinha, e o que mais que você vio ela falar? (;.,../.~,.;/;) -Como não pode contar, e só eu que intendo as plantas, quém mais intende. você sabe? (,,.~,,;;.~,;;.~;,) Engraçado eu nunca convercei com o Joly
- E ele compriende as plantas também? ( ,;.;,;´.~.;..,.~.=-./;) -A é, são uns traidores, como é que eu nunca pensei nisto, o Joly conta pro Loro, e o Loro conta pra mamãe!
-Mas não se preocupe, a mamãe não da aminima pro que o Loro fala, ela dis que ele só repete o que a gente diz, que ele não tem raciossinio.
(.;;.,;,.;;..~~~;,..,) -Você pensa isto mesmo, pode ser, de tanto o loro repetir ele vai acabar acreditando. - Mas fique tranqüila, as coisas são assim mesmo, o homem é soberano sobre plantas e animais, mais esquece que depende de plantas e animais para viver.

A conversa tinha que ser encerrada, dona Landa estava chamando, estava na hora da janta.
-Você já estava lá falando com as árvores outra vez? Eu já não lhe disse que é para você parar com isto! Qualquer dia destes vai querer dizer que as plantas estão falando com você também.
-E estão! A senhora não acredita, mas é verdade, elas sempre me entenderam, e agora eu também estou entendendo a elas, elas sabem tudo que a gente faz tudo o que a gente diz, elas entendem. Se a senhora prestasse mais atenção também entenderia!
-Ora não fala bobagem menino, as pessoas às vezes conversam com as plantas por não ter com quem falar, mas não por que pensam que as plantas entendem,
-Eu posso provar!
-Como é que você vai provar que as plantas sabem o que você fala?
-A Pipe e a Pequena ouviram à senhora dizer que ia cortá-las.
-Mas dizer pra quem?
-Pro jardineiro da dona Marli!
-Isto é invenção sua você deve ter escutado eu falar que ia cortá-las!
-Como que eu ia ouvir, se eu estava no colégio quando a senhora falou!
-Então foi o Manoel, ele tinha que dar com a língua nos dentes.
-Não... Não foi o seu Manoel, foi a Nina quem me contou, ela também me disse que o Joly também conversa com elas, e ele o Joly conversa com o Loro, e o Loro fala com a senhora.
-Que o Loro fala comigo, o Loro só repete o que a gente fala, ele não diz coisa com coisa. Mas espere ai, você ouviu foi o Loro dizer alguma coisa, ele deve ter me ouvido conversar com o Manuel!
-Então é verdade que a senhora vai cortar a Pipe e a Pequena?
-O que você quer aquelas árvores não serve para nada, só estão ocupando espasso, podemos plantar outras no lugar delas.
-Mas se a gente podar e tirar as parasitas elas vão se renovar, e voltarão a dar flores.
-Aquelas duas? Elas nunca deram nada que prestasse, só deram espinhos e folhas pra sujar o chão. E já está decidido, terão que ser eliminadas, para darem lugar a outras, é assim que funciona.
-Mas mãe, por que não da uma chance a elas vai, por favor.
-Está bem, eu vou dar uma chance, mas se ano que vem elas não produzirem nada, acabou as chances. Combinado?
-Está bem eu vou falar pra elas.
-Até parece que elas entendem alguma coisa!
-Um dia eu vou provar pra senhora que elas entendem, então não vai mais dizer que eu sou maluco.
No outro dia bem cedo antes de ir para o colégio, Ludo passou no jardim para dar a noticia. Que Pipe e Pequena não seriam mais sacrificadas, à tarde quando chegasse iria podá-las, pra que no ano seguinte elas pudessem dar flores.
-(.;;.,;,.;,.) –Não precisa agradecer, agradeçam a mamãe, que permitiu que vocês tivessem mais uma oportunidade. (,./;,/..;/,/.;//,;./) –Está certo vocês não podem falar com ela! –Poder até podem é que ela não vai entender!
O resto do ano foi à rotina de sempre, nem uma novidade.
Chegou o verão veio o natal, Ludo escolheu a Nina para ser enfeitada, era a sua preferida, passava a maior parte do seu tempo conversando e limpando as parasitas de Nina, para que ela estivesse sempre bonita. Nina não dava flores, mas era a melhor sombra que tinha em todo o bairro, Ludo ficava orgulhoso dela.
Falava que ninguém tinha uma sombra melhor do a Nina.
Gera era um manacá, na primavera ficava exuberante de tantas flores, Zu também produzia muitas flores, mas não eram apropriadas para fazer arranjos, Muda era uma palma que dona Landa gostava muito, sempre dizia que ela lhe servia em qualquer situação, era apropriada para quase todos os tipos de arranjo.
Depois tinha Zoia, Pení e Traíra, que eram três roseiras, Zoia era vermelha, Pení era amarela, e Traíra dava uns cachos de rosas pequenas e tinha muitos espinhos, sempre quando alguém passava por perto ela enroscava na roupa e acabava rasgando, por isto o nome traíra.
Terminou o verão chegou o outono, e Pipe e Pequena nem sinal de vida, nem uma folhinha, Ludo já estava preocupado, será que ele tinha feito à coisa errada, a poda não teria sido precipitação sua, e elas tinham morrido.
Ludo decidiu que iria examiná-las, queria ver o que estava acontecendo, pegou seu canivete, e com todo o cuidado, foi examinar as duas amigas.
Começou a raspar bem de leve, pra ver se encontrava sinal de vida naquelas plantas, à medida que ia raspando ia ficando mais preocupado, tinha deixado ambas com 60 centímetros de altura, raspou, raspou, e nada, estavam secas, Ludo ficou muito triste e falou pra sua mãe;
- Olhe só, tentei salvá-las e acabei matando, por que eu não esperei o tempo certo, se eu tivesse esperado elas agora ainda estariam vivas!
-Não se preocupe meu filho a gente planta outras, a vida da gente também é assim, ninguém dura pra sempre, agente nasce envelhece cresce e morre, as plantas é a mesma coisa, umas morrem para dar lugar a outras.
-Mas elas não morreram, fui eu que as matei, se eu tivesse esperado a hora certa elas não estriam mortas.
- Não meu filho, você tentou salvá-las, só que não deu certo.
Chegado o inverno, estava na hora de plantar novas árvores, dona Landa comprou algumas mudas e convidou Ludo para ajudá-la a plantar.
Quando ludo passou perto de Nina como sempre fazia disse; bom dia minha amiga, como esta você? –(;;.//;;./;) Falou Nina -Uma surpresa que tipo de surpresa é esta?
-(//;;~//;~/) –Ta bem surpresa você não pode contar , esta certo.
Quando chegou ao local onde Ludo pensava que suas amigas plantas estariam mortas à surpresa.
Ludo levou um susto, mas ao mesmo tempo ficou feliz, Pipe e Pequena não estavam mortas como ele pensava, ele gritou: - Mamãe... Vem aqui depressa, elas estão vivas! Elas não morreram, veja ali em baixo, está cheio da folhas novas.
-Elas não morreram, elas não morreram!
Ludo ficou numa alegria só. As plantinhas que ele amava tanto, e que pensava que tinham morrido, estavam vivas, não via a hora de chegar o dia seguinte para contar para seus amigos do colégio, que suas plantinhas estavam vivas.
Ludo ajudou sua mãe a plantar as mudas novas, e falou que mais tarde colocaria nome em todas elas.
No outro dia quando chegou à aula, a primeira coisa que fez foi contar para professora Ana, que suas plantas que ele pensava que tinham morrido, estavam vivas.
-Mas isto é muito bom, parabéns!
-Eu queria convidar a senhora, para ir até lá em casa no final da semana, que eu quero batizar as novas mudas que a mamãe comprou, e que nos plantamos.
-Eu também queria que a Ema e o Teu, fossem junto para ajudar escolher os nomes.
-Está certo Ludo; Falou a professora. – Eu posso prometer que vou, mas o Teu e a Ema teram que primeiro pedir para a mãe deles. Combinado?
-Esta bem dona Ana, mas tem tempo ainda, hoje é só quarta feira, e eu queria fazer isto no sábado. Vou pedir pra mamãe fazer uns bolinhos, pra gente comemorar.
Está bem Ludo, mas agora vamos à aula, que por acaso hoje é sobre plantas.
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As coisas estavam a favor de ludo, naquela semana é que ele precisaria mesmo de aulas sobre plantas, não queria correr riscos de sem querer, maltratar suas plantinhas que ele tanto amava.
Chegou o fim de semana. Lá estavam todos para a cerimônia que Ludo preparou para fazer o batizado de suas plantinhas.
Seus amigos Teu e Ema, não tinham dúvidas que as plantas entendiam Ludo, pareciam estar muito felizes, Pipe e Pequena é que parece que estavam mais felizes, suas folhas estavam com um verde forte como nunca tinham estado antes, e cada dia elas pareciam mais belas.
Chegada à hora da cerimônia.
- E os nomes? Quem já escolheu os nomes?
Junto com a professora vieram mais cinco alunos, para a alegria de Ludo.
Professora Ana trouxe em uma folha de caderno, uma lista de nomes para ser escolhido os nomes para as novas plantas do jardim de dona Landa e de Ludo.
Professora Ana entregou a lista para que Ludo escolhesse quais os nomes que ele gostaria de colocar em suas plantinhas, mas ele achou que todos que estavam ali teriam direito também de escolher, então foi lendo os nomes e pedindo que votassem.
Depois de ler e reler, finalmente chegaram a uma definição de qual seriam os nomes. Escolheram os que mais se pareciam com os já existentes naquele jardim.
A lista: Rage, Naní, Damu, Uze, Pepí, Panque, Zaiô, Nipe e Tiara.
Cada uma delas teria uma etiqueta pra que todos soubessem quem era quem.
Depois de encerrada a cerimônia, ludo fez questão que todos provassem dos bolinhos que dona Landa tinha preparado, e agradeceu a presença da professora e de todos os seus colegas da escola.
Dona Landa também ficou contente, se fazia seu filho feliz ela também estaria feliz.
Enfim chegava a primavera, e a expectativa se Pipe e Pequena dariam as flores tão esperadas, e elas não decepcionaram, eram as flores mais lindas que tinha no jardim.
Ludo até ficou um pouco preocupado. Será que as outras plantas não ficariam enciumadas?
Ludo foi conversar com Nina sua velha amiga e conselheira, e perguntou qual era sua opinião.
- (~; //.;,/,.//;./,;./,.;;.;) – Que legal, fico feliz em saber disto, seria muito bom se entre as pessoas também fosse assim.
-Fosse assim o que? Perguntou dona Landa, que chegara naquele momento e escutou o que Ludo falou.
- Nina falou que entre as plantas não existe o sentimento de ciúmes.
-É claro que não, plantas não têm sentimento, elas não têm coração e também não tem cérebro!
- Eu já estou achando é que é a senhora que não tem sentimentos, apesar de ter cérebro e coração!
-Mas meu filho como é que você fala uma coisa destas, eu sempre lhe tratei com todo carinho, e com todo amor, e também nunca maltratei as plantas, só acho que esta historia da planta entender e se comunicar que eu acho não existe.
Era mês de outubro, muitas flores por todos os lados, pro lado que se olhasse tinham flores, era o fenômeno natural da estação, muitas abelhas, muitos insetos, os pássaros fazendo seus ninhos, alguns já com ovos, outros com filhotes, era o milagre da primavera, quando tudo é mais bonito, existia amor e melodia, em todos os cantos dos jardins e das florestas.
Mas uma coisa aconteceu; ninguém poderia imaginar que alguém tivesse tanta maldade, alguns vândalos entraram no jardim de dona Landa e quebraram várias plantas, também destruíram muitos ninhos, matando filhotes e quebrando os ovinhos.
Quando dona Landa acordou pela manhã e viu todo o estrago que tinha feito não se conteve e chorou,
Quem poderia ter feito aquilo, nem Dona Landa e nem Ludo tinham inimigos, todos gostavam dele.
Dia primeiro de novembro, dia de todos os santos, véspera de finados, dona Landa já tinha preparado os arranjos de flores, sabia que dia dois não sobraria tempo pra nada, as pessoas sempre deixam tudo pra ultima hora, ai então é uma correria danada.
Muitas vezes as pessoas tornavam o trabalho dela bem mais difícil, arranjos que ela tinha pronto, precisava desmontar, para fazer a vontade do cliente, que não entedia nada de arranjos, mas estava pagando, tinha direito.
Este ano dona Landa não poderia fazer igual aos anos anteriores, por causa dos estragos que os malfeitores causaram em seu jardim, ninguém sabia ao certo quem teria feito àquela maldade, Ludo falava que Nina tinha visto os vândalos, mas disse que não os conhecia, mas disse também se eles passassem na rua, ela saberia quem eles eram.
Os arranjos ficaram todos, como sempre ficavam em um pequeno galpão, que era fechado com tela, para as flores não ficarem sufocadas. Dona Landa tinha um tanque apropriado para colocar os arranjos, era semelhante a uma piscina bem rasinha. Nos lados na parte de cima, tinha um tubo onde passava água, no tubo tinha furinhos bem pequenos, onde a água saia em forma de esguichos, que mantinham as flores sempre úmidas.
Dona Landa e Ludo foram dormir, bem depois da meia noite, quando conseguiram aprontar todos os arranjos, deitaram e logo dormiram.
Joly fez o que pode, latiu, pulou, correu e arranhou a porta, mas de nada adiantou. Nem dona Landa nem Ludo acordaram, e os bandidos fizeram um estrago dos piores, apenas por maldade.
Quebraram todos os arranjos que dona Landa preparou com tanto trabalho e dedicação.
De manha quando acordaram que decepção, tudo perdido, flores espalhadas pelo chão tudo quebrado, um verdadeiro caus.
O dinheirinho que seria para o natal, estava todo perdido, e ainda teria mais despesas para consertar o que os vândalos quebraram.
Mas por que eles fizeram aquilo, qual a razão de tanta maldade, só pelo prazer de destruir. E por que as flores de dona Landa? Tinha mais duas casas que plantavam e vendiam flores, na mesma rua em que dona Landa morava.
Seriam os mesmos que destruíram as plantas na outra ocasião?
Ludo perguntou pra Nina se ela tinha visto os bandidos;
Muitas vezes ficamos imaginando, se todos os seres vivos pudessem se comunicar, como seria difícil para o homem!
Toda vez que tivesse que abater um animal para o consumo, e este lhe implorasse pra poupar-lhe a vida, ou quando precisasse cortar uma árvore, para seu uso, ou ainda as próprias flores colher para por em vaso.
Imaginem estas pessoas que tem pássaros presos em gaiolas, se ouvissem o lamento dos pobres animaizinhos, privados de liberdade, se terem cometido nenhum pecado ou crime qualquer.
Neste caso seria muito bom, se os passarinhos pudessem perguntar a estas pessoas;
Por qual motivo estão tirando minha liberdade? Que crime que eu cometi? Por que estão me privando do direito de poder ter minha família, e construir meu próprio lar e assim cumprir a lei da natureza!
Ludo na verdade tinha um grande amor pelas planas, por todo o tipo de vegetal, se dependesse dele, jamais uma folha seria cortada, nunca uma flor seria colhida, muito menos uma árvore cortada.
Quando ele sentava a sombra de Nina sua imaginação começava a trabalhar, os desenhos e símbolos, que ele via, eram das folhas das árvores quando movimentavam, formavam vários desenhos na sombra no chão e de noite ele olhava para cima e via os mesmos desenhos que se formavam com as folhas, de encontro à claridade das estrelas e da lua. Como ele tinha tanta vontade de entender as plantas, mais era para conseguir um meio de protegê-las.
Quando ele ficava falando com as plantas ele fazia as perguntas e ele mesmo imaginava qual seriam as respostas, ou seja, as que ele gostaria que fossem.
Quando dona Landa examinava os estragos, notou que tinha manchas de sangue perto de Traíra, desta vez ela não só enroscou na roupa, pegou na pele de alguém, e não foi pouco, pela quantia de sangue, o estrago foi grande.
Ludo era um garoto que não via maldade em ninguém, mas neste dia não sabe por qual motivo, duvidou da honestidade de algumas pessoas, mas não disse nada para sua mãe, ele não tinha certeza de nada.
Então Ludo falou: - A Nina me disse que suspeita de alguém, mas como ele não pode ir até lá para averiguar eu gostaria de ir!
-Mas ir aonde meu filho?
-Isto eu ainda não posso dizer, é só uma suspeita, e a senhora sempre diz que não podemos acusar ninguém sem provas.
- Está bem, vá, mas tome muito cuidado, quem fez uma maldade destas, não se sabe o que pode fazer.
Ludo saiu andando pela rua em direção a esquina, onde tinha a floricultura de um homem que viera para aquele lugar há bem pouco tempo, quando chegou ficou olhando para ver se via alguém com algum curativo, foi disfarçando entre os arranjos para poder ver melhor.
Não podia chamar a atenção, também não estava muito difícil, estava cheio de pessoas comprando flores e arranjos de todos os tipos.
Pessoa ferida ele ainda não tinha visto, mas uma coisa lhe chamou muito sua atenção alguns arranjos misturados, e no meio deles, lá estava, não era um e nem dois, era uns quantos, e que ele conhecia muito bem.
Ludo voltou para casa e chamou sua;
-Venha ver, não resta nem uma duvida, foram eles, foram eles que destruíram nosso jardim e roubaram nossos arranjos!
-Como você pode afirmar isto menino?
-Se eu fosse à senhora eu chamava a policia, se a gente ir lá agora eles vão esconder e a policia, pode não acreditar na gente, temos que levar testemunhas também.
-O que é isto menino, como e que você sabe estas coisas, testemunha policia, onde você aprendeu estas coisas?
-No colégio mãe! A senhora esqueceu que eu já estou no colégio a bastante tempo?
Não... Claro que não, mas é que eu nunca fiz este tipo de coisa!
- É por isto mesmo, eu sei que a senhora não tem prática destas coisas, por isto que eu estou falando. Eu pelo menos nunca vi a senhora falando com um policial, mas vamos andar depressa antes que eles vendam todas as provas, e ai não teremos mais nada o que fazer.

Nã perca o proximo episódio
Dona Landa não podia perder tempo, pegou o telefone e ligou para a polícia, e pediu que eles viessem o mais depressa possível, antes que as provas terminassem.
O policial que atendeu ao telefone, não entendeu muito bem, mas mandou que alguém fosse atender o chamado, para ver do que se tratava.
Quando os policiais chegaram, dona Landa explicou o que tinha acontecido,
Então o policial falou; - Mas por que a senhora não ligou antes para fazer a denuncia?
Mas denunciar quem? Eu não sei quem foi!
-Mas a senhora não falou que tinha as provas?
-Sim... Agora eu tenho... Bem... Ludo disse que viu!
-Mas viu aonde?
-Naquela floricultura lá da esquina.
-Então vamos lá depressa, antes que eles vendam todas.
Quando chegaram à floricultura, o trabalho já foi facilitado.
Dona Cândida e seu Agenor estavam comprando umas flores, e eles conheciam muito bem os arranjos de dona Landa, e também sabiam do que tinha acontecido com o jardim e os arranjos de dona Landa.
-Mas estes arranjos são os de dona Landa! Comentou seu Agenor em vós baixa.
-Eu também já vi! Respondeu dona Cândida. Teremos que avisar dona Landa que suas coisas estão aqui.
Neste momento, dona Landa, Ludo e os policiais acabavam de chegar.
Quando os donos da floricultura viram os policiais tentaram fugir, mas não tiveram tempo. Ainda tentaram argumentar, que flores era tudo igual, mas não adiantou.
O arranjo de dona Landa, era conhecido de todos.
Os policiais querem respostas, e não desculpas.
Iniciava à tarde, e o vento começava a soprar cada vez mais forte, levantando folhas, e muita poeira, como era normal naquela época do ano.
Ninguém podia comprar flores naquela floricultura até que fosse esclarecido o fato de os arranjos de dona Landa, estarem misturados com os daquela floricultura, sendo que ela não tinha vendido nenhum arranjo.
Todos seus arranjos tinham sido destruídos ou roubados.
Já estava quase no fim da tarde, quando o dono da floricultura apareceu, cheio de razão reclamando e esbravejando quando avistou a policia.
-No mínimo algum moleque vagabundo, estava querendo roubar alguma coisa. Ou será que foi marmanjo?
Falou olhando em direção a dona Landa e o menino Ludo.
-Alguém roubou sim, e nós precisamos de explicações. E é o senhor que terá que nos dar!
-Mas eu por quê?- O que eu tenho com isto se alguém roubou alguma coisa? Perguntou o homem fazendo cara de surpresa.
É que tem algumas coisas que não são suas, no meio de suas coisa.
-O senhor pode nos explicar como aconteceu isto? Perguntou o policial.
-Como não são minhas? Só se alguém esqueceu ai alguma coisa!
-Não... Ninguém esqueceu nada, seus funcionários estavam vendendo estes arranjos, e estes arranjos não são seus!
-Qual arranjo que não é meu? Os senhores podem me mostrar, por favor?
-Estes aqui! Falou o policial. Mostrando os arranjos de dona Landa que estavam no meio das flores.
- Mas estes arranjos são meus eu os comprei a dois dias de uma senhora que mora em um sítio, ali logo depois do povoado.
- Mas isto é impossível! Gritou Ludo. –Estes arranjos foi minha mãe quem fez, e que foram roubados esta noite!
- Mas os senhores não pretendem dar ouvidos, a um menino maluco que diz que fala com as plantas.
- Não... Nós não vamos dar ouvidos a nenhum menino maluco.
-Nós vamos é dar vós de prizão a um cafajeste, que tem a cara de pau em dizer que comprou estes arranjos, que a dona nunca vendeu pra ninguém.
- Afinal que dona é que estão falando? Perguntou o homem, como se estivesse realmente surpreso.
- Aquela senhora ali! Falou o policial apontando para dona Landa.
O homem começou a rir. – Esta desvairada ai, que casou com aquele velho doido, que quis fazer um filho depois dos 60 anos, e morreu pra não ter que cuidar. Ora não me faça rir, quem é que vai acreditar numa doida destas!
Neste momento, seu Agenor e dona Cândida que até então só tinham escutado, se manifestaram;
- O que este homem esta falando é um absurdo, nós conhecemos o trabalho de dona Landa todos os anos compramos flores e arranjos que ela faz, e os outros vizinhos também.
Muita gente conhece o trabalho dela, não será o senhor que chegou ainda ontem aqui e vai dizer quem é quem, e dona Landa não é nenhuma doida, é uma pessoa honesta e correta que sabe respeitar a todos.
Seu Pedro sempre foi um homem trabalhador e respeitador, e nunca ficou devendo nada pra ninguém, ao contrario, muitas pessoas ficaram devendo para ele.
-E Ludo é muito parecido com ele é estudioso, e muito educado, tanto na rua como no colégio todos gostam muito dele.
- O senhor, tem alguém que pode falar alguma coisa a seu favor? Perguntou o policial.
-Então vão fazer um complô contra mim agora, só por que eu sou novo no lugar! Mas eu tenho muitos conhecidos aqui, que poderão falar sobre mim.
-Mas isto será depois. Falou o policial. –Agora nós vamos até a delegacia e o senhor dará as explicações ao delegado.
-Mas vocês não podem me levar para a delegacia assim, por causa de uma denunciazinha boba.
-Denunciazinha boba! Exclamou com surpresa o policial. Isto não é uma denuncia qualquer, o senhor está sendo preso em flagrante, com provas e testemunhas idôneas, e seus funcionários também.
-Mas isto é um absurdo!
- Absurdo é o que o senhor e seus empregados fizeram, alem de destruírem o jardim de dona Landa, ainda roubaram os produtos dela.

Neste momento mais uma viatura da policia chegou, os funcionários tentaram sair por uma porta lateral, foi quando involuntariamente, sua camisa se abriu e apareceu o ferimento que a roseira tinha lhe causado.
Ludo que estava atento a tudo, percebeu e gritou; - Foi aquele, olha a barriga dele, está arranhada, Traíra quem o arranhou.
Os policiais correram e o detiveram, e um deles falou;
-É mais uma prova que temos!
-Que prova nada, quem disse que isto ai prova alguma coisa!
-Pode não provar agora, mas com um exame, comparando com o sangue encontrado no jardim de dona Landa com certeza provará alguma coisa.
Os três trocaram olhares que não deixaram nem uma dúvida.Os policiais colocaram todos os suspeitos dentro da viatura e os conduziram até a delegacia
.
Dona Cândida e seu Agenor se prontificaram a depor em favor de dona Landa, e disseram que fosse preciso, conseguiria mais uns dez.
O policial falou; - No momento só vocês serão suficientes, se precisar de mais alguém a gente avisa.
Parte 09

Chegada na delegacia
Chegando à delegacia, o delegado foi logo perguntando;
-O que está havendo?-Será que nem no dia dos mortos esta gente não me da sossego!
- O que aconteceu desta vez?
Os policiais relataram o acontecido detalhadamente.
Então o delegado falou; - Podemos resolver isto agora, se todos concordarem!
-Mais que tipo de concordância é esta, eu quero resolver este negocio de uma vez. Disse o homem da floricultura.
- Quero saber se dona Landa esta disposta a um acerto amigável, então tudo se resolverá.
- Primeiro quero saber que tipo de acerto o senhor propõe?
- A senhora me diz qual foi o seu prejuízo, e este senhor pagará já que o que parece não ha duvida que os arranjos que estavam na loja dele são seus.
- A senhora saberia me dizer qual foi o seu prejuízo?
- Claro que sim, tudo que eu faço, anoto tudo item por item, e coloco os valores para ter um controle, do que gastei, e do que vai sobrar. – Mas não é só isto.
- Como assim, não é só isto, o que mais ainda tem? Perguntou o delegado.
- E as coisas que eles quebraram?
- E o que foi que eles quebraram? Quis saber novamente o delegado.
- Eles quebraram minhas estantes, meus vasos, destruíram vários canteiros, os equipamentos da estufa, que eu ainda nem terminei de pagar, sem contar com a humilhação que me fizeram passar.
-É moço você está encrencado.
-Mas eu não mandei quebrar nada, só pedi que trouxessem as flores e os arranjos, não mandei quebrar nada! Reclamou o homem.
- Isto agora é um problema do senhor e de seus empregados, terá que resolver com eles este detalhe.
- Vocês ficarão detidos até que eu consiga alguém para fazer a avaliação.
- Mas e quanto tempo vai levar isto? Quis saber o homem.
_ A isto eu não sei. Mas não deve durar mais que uma semana. Falou o delegado.
-Uma semana? O senhor esta louco! Lamentou o homem.
- Louco vai ficar o senhor quando receber a conta que terá que pagar. Disse o delegado. E estas providencias todas, só serão tomadas a partir de segunda feira, e hoje ainda é sexta-feira.


- Agora preciso saber sua identidade, cpf, rg, Etc... E de seus empregados também, não pode ficar nenhum item.
-Meu nome é Aguinaldo; Respondeu o homem.
-Meus funcionários, este mais alto é o Cláudio, aquele moreno ali é o Luiz, e o outro baixinho é o Jairo. Mas o senhor não pretende deixar nossos nomes registrados aqui na delegacia? Perguntou Aguinaldo.
-E por que motivo eu não faria? Vocês cometeram um crime, e eu terei que cumprir a minha obrigação, que é de fazer a ocorrência.
-Mas isto vai sujar o meu nome!
-É, mas o senhor não pensou nisto antes de fazer a besteira, agora terá que arcar com as conseqüências, e pelo que vejo lhe custará um preço bastante alto.
- Eu preciso dar um telefonema, sei que tenho este direito! Reclamou Aguinaldo.
- É claro que tem e pode fazê-lo, o telefone está ali.
Aguinaldo ligou para sua mulher e pediu para ela entrar em contato com seu advogado, mas naquele dia Aguinaldo realmente não estava com sorte. Seu advogado tinha viajado, e não deixou endereço, nem disse quando voltaria.
Aguinaldo e seus empregados teriam que ficar mofando ate segunda-feira.
Ao voltarem para casa, Ludo não perdeu a oportunidade; - Viram, a Nina me falou que desconfiava daqueles homens, e ela estava certa.
Dona Landa não falou nada, seria melhor assim por enquanto, ela ainda estava muito triste, por ver seu jardim todo destruído, demoraria algum tempo ate reconstruir tudo outra vez, e também pelas pessoas que Acabaram ficando sem as flores, para homenagear seus falecidos, e agora pouco poderia ser feito, já estava no final do dia.
Mas Ludo mostrando que era um menino esperto tomou a iniciativa, foi falar com o delegado e pediu para ele liberar as flores, se deixassem elas lá iriam murchar e não serviriam para nada.
O delegado perguntou; - O que você pensa em fazer com as flores?
- Vou distribuir para aquelas pessoas que sempre compravam flores da mamãe, se elas quiserem me dar uma gorjeta eu vou aceitar, por que a gente esperava vender bastante, e não podemos vender nada, ficamos só com o prejuízo, e ate aquele homem pagar vai demorar um bom tempo.
- Você está certo Ludo faça isto, eu libero, pode fazer o que você quiser!
As crianças têm uma imaginação muito maior do que os adultos, e só não criam coisas maiores por não ter o conhecimento necessário, mas se tivessem o acompanhamento de um adulto que lhe desse suporte, com certeza fariam coisas muito interessantes.
O sonho de uma criança, nunca deveria ser desfeito, mesmo que fosse uma coisa totalmente impossível, não podemos tirar o direito de uma criança sonhar.
Podemos sim mostrar a ela, que para conseguirmos nossos sonhos, não devemos destruir os sonhos de outras pessoas, e sim fazer com que elas façam parte dos nossos sonhos, por que só com união e harmonia é que conseguimos alcançar nossos objetivos. E isto serve também para os adultos, as pessoas que fazem parte do nosso dia a dia, devem também fazer parte dos nossos sonhos.
Pois se fizeram parte da nossa realidade, nada mais justo que façam parte dos nossos sonhos.
Ninguém em lugar nenhum do mundo, chega ao sucesso, sem que as outras pessoas participem deste sucesso.
Um médico não chegará à fama, se não tiver clientes, um engenheiro não terá projeção, se as pessoas não gostarem de seus projetos, o cantor não venderá seus discos se o publico não gostar de suas musicas, o jogador na será um vencedor se o publico não for ao estádio. O político precisa do eleitor, para ser eleito, o empresário precisa dos funcionários, para que sua empresa produza, e por ai vai ninguém faz nada só, todos precisamos dos outros pra chegar a qualquer lugar.
Mesmo a criança deve compreender que nem o seu super-herói preferido, não seria super-herói, senão tivessem as crianças.
Tudo o que fazemos na verdade é para agradar os outros, por que dependemos dos outros para tudo.
Poderia eu citar com toda a certeza mais de mil exemplos, qualquer pessoa se parar pra pensar, encontrará muitos exemplos, de quanto precisamos das outras pessoas pra tudo o que fazemos.Ludo transferiu esta necessidade, de dividir as coisas para as plantas, e na sua imaginação fez delas suas confidentes, e acreditava que elas o entendiam, então criou a idéia que ele também as entendia.

CONCLUZÃO
Passaram-se duas semanas, Aguinaldo concordou em pagar todos os prejuízos em troco de que dona Landa retiraia a queixa.
Dona Landa então conseguiu consertar seu jardim, plantar novas flores, e se preparar para as festas de fim de ano.
Aguinaldo foi liberado com uma condição, mudar de bairro, ir para o outro lado da cidade, ou melhor, mudar de cidade.
Depois de todos os acontecimentos, era o melhor que ele tinha pra fazer, as pessoas não comprariam seus produtos, com medo que fossem roubados.
Ludo continuou gostando muito das plantas, falava com elas, mas não tinha mais convicção que as entendia, e estava achando melhor assim.
Antes cada vez que tinha que colher flores, ficava algum tempo fazendo de conta que precisava da permissão delas para colher, e perdia muito tempo, e os fregueses não gostavam de esperar, o que acabava deixando sua mãe zangada.
Um dia Ludo levantou mais cedo e foi para o jardim, o sol ainda não tinha aparecido. Dona Landa escutou quando ele levantou e saiu para rua, ficou preocupada, e foi ver o que ele estava fazendo.
Dona Landa viu Ludo andando pelo jardim, olhando para as plantas, passando a mão como se estivesse acariciando-as, e estava, mas não ouviu ele falar com elas como sempre fazia. Dona Landa ficou observando por vários minutos, e ate ficou emocionada, de ver o carinho com ele tocava as plantas.
Antes que Ludo voltasse para dentro de casa, dona Landa entrou e foi prepara o café, faria de conta que não tinha visto nada, não queria que ele ficasse constrangido.
Mas Ludo a surpreendeu; - Mãe a senhora viu, eu não converso mais com as plantas?
-Por que meu filho? -Você gostava tanto de conversar com elas, até dizia que elas também falavam com você. - Por que mudou de idéia?
-É que eu entendi uma coisa, eu consigo sim entender as plantas, mas para isto eu não preciso falar com elas, também não é necessário que elas falem comigo.
-Então como é que vai ser agora?
-Eu vou fazer igual como à senhora faz!
-E como é que eu faço?
-A senhora cuida das plantas rega quando precisa, coloca adubo para a terra ficar mais forte, tira as ervas daninhas, faz as podas necessárias, e na hora de colher, está no seu direito.
-Como assim, no meu direito?
-Não foi à senhora mesmo que disse que Deus colocou o homem como soberano sobre plantas e animais?
-Sim eu disse! Mas e daí o que tem a ver?
-Tudo a ver! Se o homem é soberano sobre as plantas, elas existem para servi-lo, e elas sabem disto, por este motivo é que por a gente cuidar bem delas , elas nos dão bons produtos, flores bonitas, frutas saborosas, as arvores nos dão madeira para construir nossas casas, nossos móveis, e também para ser queimadas no fogão ou na lareira.
- Muito bem meu filho, gostei mesmo, estou orgulhosa de você!
-Você lembra quando eu dizia:


MAMÃE EU QUERO ENTENDER AS PLANTAS

FIM